2- Fim de semana festejado


Festa para todo lado

A Delegacia envolvida nos últimos acontecimentos tomara muitas horas de Paulo Lobo que já exausto só pensava em ir para casa.
Getúlio estava internado no Hopital Municipal Miguel Couto em estado grave. A família ainda não comparecera à delegacia. Estavam cuidando do patriarca e tentando transferi-lo para um hospital particular o que dependia não apenas de vaga mas também, e principalmente, das condições do paciente. O motorista de Getúlio estava ainda desaparecido, o que provocava incertezas nos policiais. Será que ele fora capturado pelo grupo que emboscara o carro que ele dirigia? Será que ele também fazia parte da quadrilha? Faltavam muitas respostas naquele epsódio. O importante é que Getúlio, pelo menos por enquanto, estava vivo. O delegado providenciara uma escolta informal que, sem se identificar, acompanhava Getúlio no hospital preservando sua segurança.
Já anoitecera quando juntos, Paulo Lobo e seus familiares (Glória, Afonso e Angélica) saíram daquele ambiente sempre tão pesado e se despediram seguindo cada um seu rumo.
Lobo evitava pensar nos fatos, precisava dar descanso à mente se queria rever os episódios com o necessário distanciamento e já sem qualquer envolvimento emocional.
Chegou em casa pronto para um banho, jantar e cama. Pensava em ver um filme antes de dormir - um romance ou comédia, nada de ação ou policial ou terror pensava ele consigo mesmo quando constatou que a casa estava deserta. Reação natural: sacou o celular!
- Bia!
- Comigo tudo bem! Cadê todo mundo?
- Onde? Na Glorinha! O que vocês foram fazer ai?
- Eu sei amor. Minha cabeça funciona diferente da sua. Mas vocês demoram?
- Festa? Eu ir para ...
- Bia... Estou cansado, louco por um banho, uma comidinha caseira... Casa cheia?
- E sequestro se comemora?
- Resgate! Uma violência que acabou tragicamente, embora Angélica tenha saído ilesa, tem o que comemorar?
- O “ilesa”! Sei! Só minha família mesmo!
- O que? A casa está cheia! ... Coitada da minha irmã!
- Eu!... Mesmo! Tá, tá, tá! ... Tá!  Só vou tomar um banho, passar numa lanchonete e sigo para ai.
- Lanchar ai... Tá!
- No posto de gasolina? Pra quê?
- São 25 pizzas família, 12 refrigerantes grandes e 36 latinhas de cerveja. Tá bom, de antártica ou daquela que desce redondo. Tá! ... Tá amor! Vocês inventam e eu pago a conta, ainda por cima!
- Sei, sei... na loja de conveniências!
- Hollywood para o Afonso?! Ainda vou ter que sustentar vício de irmão marmanjo? Acho que não vou mais não!
Paulo riu dos queixumes do outro lado da linha e desligou a ligação rendido pela matriarca de sua família já tentando se conformar que um pouco de festa ajudaria a espairecer mais rapidamente. Tudo é motivo para uma boa comemoração.
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..:: CONTINUA ::..

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