Com o fim das férias de Paulo
a família volta ao Rio de Janeiro. De toda aventura restou apenas uma pesada e
linda pedra enfeitando o centro da estante de Paulo Lobo.
A família, ainda de férias
por poucos dias, tenta se recuperar dos traumas da viagem com “passeios
culturais” - como Bia chamava as incursões aos museus, bibliotecas, teatros,
cinemas, amostras, feiras etc.
Paulo, em seus primeiros dias
está com sua vida profissional indefinida uma vez que todo estardalhaço
ocorrido em Maricá terminara com a possibilidade dele se manter na inteligência
agindo como um simples bancário.
Mostrava-se, em casa,
preocupado e pensativo. Prometera a Bia que nunca mais sua família viveria
risco de morte por conta de sua profissão.
A semana terminava, ia
começar o carnaval e terminar as férias de todos na casa quando Paulo anuncia à
família decisões exclusivamente sua:
- Vendera a estátua de pedra,
que além de linda era pesada demais;
- Estava pedindo demissão da Polícia Federal;
- Comprara no centro do Rio
de Janeiro, em sua parte mais antiga, um sobrado para instalar
o “GILETE” Gabinete de Investigações Lobo Especializado em Transgressões
Empresariais, ou se preferirem: A Toca do Lobo;
- E que não se preocupassem
com dinheiro pois a estátua natural rendera muito mais dinheiro do que ele
imaginava.
Chamando todos para perto de
si pediu a família já tão habituada a guardar segredo que guardasse mais um
perigoso segredo: 60% da pedra era de ouro - estavam ricos!
Paulo só não sabia que em
poucos meses um dos clientes empresariais iria envolve-lo numa aventura ainda
mais louca...

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